A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (21), em sua residência em um condomínio de luxo em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, uma ação conjunta entre o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil.
A investigação apura um esquema milionário de lavagem de dinheiro e ocultação de bens que estaria diretamente ligado à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além de Deolane, a operação expediu mandados contra Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o principal líder da organização criminosa, e familiares dele.
Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades paulistas, Deolane Bezerra é suspeita de utilizar suas contas bancárias e sua projeção pública para movimentar e mascarar recursos de origem ilícita.
O dinheiro seria escoado a partir de uma transportadora de cargas de fachada, localizada em Presidente Venceslau, no interior do estado, que servia para lavar ativos do tráfico de drogas operado pelo PCC.
Influenciadora teria usado “smurfing” para realizar lavagem de dinheiro
Os investigadores identificaram depósitos fracionados e repetidos inferiores a R$ 10 mil na conta da influenciadora, técnica conhecida como smurfing, utilizada para burlar os mecanismos de controle do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), além de repasses sem justificativa jurídica ou comercial que somam centenas de milhares de reais.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de imóveis e a apreensão de 17 veículos de luxo. A defesa de Deolane Bezerra ainda não se manifestou formalmente nos autos sobre as novas acusações.
Em publicações nas redes sociais, a irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, protestou contra a prisão, classificando a ação como baseada em “ilações, narrativas e perseguições” e afirmando que as autoridades tentam transformar suposições em condenações antecipadas.
Esta é a segunda vez que a advogada é detida; em setembro de 2024, ela já havia sido presa em Pernambuco durante a Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro por meio de jogos ilegais e plataformas de apostas.
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