Os protestos da Geração Z contra o alto custo de vida chegaram à Alemanha neste sábado (31). O movimento juvenil “Gen Z regelt” convocou atos em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt, Colônia e Munique.
Os jovens protestam contra o custo de vida, o subfinanciamento de escolas e universidades, problemas ambientais e a possível volta do serviço militar obrigatório. A data foi escolhida para coincidir com o Halloween e ampliar a visibilidade.
Segundo a agência Reuters, em texto publicado pelo UOL, a polícia contou cerca de 6.000 pessoas em Berlim, Frankfurt e Munique. Os organizadores falam em cerca de 36 mil.
Canhões de água em Colônia e confronto em Hamburgo
O ato em Berlim pareceu pacífico, segundo a CNN. Em Colônia, a polícia usou canhões de água depois que manifestantes soltaram fogos de artifício. “Nossas medidas são direcionadas contra arruaceiros e indivíduos violentos, não contra participantes pacíficos”, afirmou a corporação em comunicado.
Em Hamburgo, a tropa de choque agiu depois que barricadas foram incendiadas e equipes de emergência foram atacadas. Em Berlim, lojas de luxo da rua Kurfürstendamm protegeram as vitrines com tapumes.
“Somos jovens que não queremos mais assistir a decisões sobre o nosso futuro sendo tomadas sem a nossa participação”, afirma o movimento em seu site. Os organizadores pediram atos pacíficos e rostos visíveis, mesmo com fantasias.
Protestos da Geração Z na França
Na França, foi o terceiro fim de semana seguido de manifestações, depois dos atos de 17 e 24 de outubro. O Ministério do Interior francês informou que 320 mil pessoas protestaram no país neste sábado, 70 mil delas em Paris, e que 296 foram detidas até as 18h (horário local).
O número é menor que os 550 mil de 17 de outubro e os 410 mil da semana passada. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, só autorizou atos fora dos centros urbanos e mobilizou 70 mil agentes de segurança extras.
Segundo o ministério, grupos radicais tentaram entrar nos centros de cidades como Bordéus, Toulouse, Rennes, Lille, Nantes, Marselha e Lyon, mas foram contidos pela polícia. Até 29 de outubro, ao menos 1.193 policiais tinham ficado feridos desde o início da onda de protestos.
Os atos franceses começaram no fim de setembro, liderados por estudantes do ensino médio que pediam melhorias nas escolas. Depois, ganharam a adesão do movimento dos Coletes Amarelos. Também houve protestos na Itália, na Espanha e em Portugal, segundo a Reuters.
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