Novo segue sem reconhecer reeleição de Lula; 27 partidos validam resultado

Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com as cúpulas e as torres do Legislativo
Imagem de arquivo (2024). Fachada do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Quase uma semana depois do segundo turno, o Novo não reconhece a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), proclamada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo (25). O Mobiliza ainda não se manifestou. Outros 27 partidos divulgaram notas reconhecendo o resultado, segundo levantamento do g1.

Entre eles estão o PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, além de União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, PSOL, Podemos, Avante, Democrata, DC, UP e PSTU.

O TSE atestou a regularidade do processo eleitoral no próprio domingo (25), após a totalização dos votos. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”.

O que diz o presidente do Novo

Em publicação nas redes sociais, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, acusou o PT de usar “a máquina pública e o STF” para se manter no poder. Ele citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação até as 19h. A prorrogação também havia sido pedida pelo PL.

“Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula. Cabe agora à Justiça cumprir seu papel”, escreveu Ribeiro.

Ao g1, ele disse que o partido não questiona as urnas e que a posição “não vai mudar”. “Seria contraditório a gente reconhecer a vitória de uma chapa que a gente ainda está contestando na Justiça. O Novo tem três ações contra a chapa Lula-Alckmin, todas elas ajuizadas antes da eleição”, declarou.

Ribeiro afirmou que o Novo não pretende entrar em “rusgas da direita”, mas está “de portas abertas” para receber novos quadros. Nas eleições, o partido elegeu dez deputados federais e três senadores e superou a cláusula de barreira.

Prorrogação valeu só para seções abertas

Segundo a Agência Brasil, Zanin ampliou o horário em resposta a uma ação da campanha de Lula, após relatos de restrições no transporte coletivo em várias cidades.

No mesmo dia, depois que o TSE informou que as urnas haviam sido fechadas no horário oficial, o ministro esclareceu que a extensão valeria apenas para as seções eleitorais que ainda estivessem abertas.

Flávio Bolsonaro, que deixou o país após a derrota, está em Miami, nos Estados Unidos. Veja mais em Política.

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