O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, 30 anos, mestrando da Unifesp, morreu após ser roubado e agredido por um grupo em Santos, no litoral de São Paulo. A agressão foi transmitida ao vivo no TikTok. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, roubo seguido de morte, segundo o g1.
Na madrugada de sábado (24), Marcelo se afastou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio a Lula (PT), para ir ao banheiro. Foi cercado por ao menos sete pessoas, agredido e teve o celular e outros pertences levados.
Amigos o encontraram desacordado na esquina da avenida Conselheiro Nébias com a rua Henrique Ablas. Ele foi levado à Santa Casa de Santos e depois transferido para o Hospital São Paulo, da Unifesp, onde teve a morte cerebral confirmada, segundo o g1.
Suspeitos identificados
A polícia identificou oito suspeitos, seis adolescentes e dois adultos. Três adolescentes foram apreendidos, e foi decretada a prisão temporária do adulto apontado como dono da conta usada na transmissão.
A Polícia Civil descartou motivação política ou homofóbica. Segundo o delegado seccional de Santos, Rubens Eduardo Barazal Teixeira, o grupo agia para roubar celulares e correntes, e fez transmissões de outros crimes durante o ato. O TikTok baniu a conta, de acordo com o g1.
A família autorizou a doação de órgãos, respeitando o desejo de Marcelo. Pâncreas, rim, fígado e córneas salvaram pelo menos quatro vidas, segundo a família, de acordo com o g1. “Ele era uma pessoa tão boa que perdeu a vida, mas salvou quatro”, afirmou o pai, Marcelo Rodrigues da Rocha.
Marcelo fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira da Unifesp, em Santos, e planejava fazer estágios científicos na Alemanha e na França.
Marcelo foi enterrado em 28 de outubro, no Cemitério Congonhas, na zona sul de São Paulo, segundo o g1. Ele foi velado no Cemitério Santana, na zona norte. A Unifesp suspendeu as aulas na terça-feira (27).






