A Justiça do Paraguai decretou neste sábado (7), em Assunção, a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña por suspeitas no caso Ueno Bank; ele ficará em unidade militar durante a apuração.
Decisão inclui custódia em unidade militar
A decisão foi tomada pelo juiz Humberto Otazú, da área de crimes econômicos. Peña deverá permanecer no Regimento Escolta Presidencial, segundo informações divulgadas após a audiência de imposição de medidas.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. O magistrado afirmou que a detenção era necessária para assegurar a presença do investigado no processo.
Ex-presidente é investigado no caso Ueno Bank
O Ministério Público imputou Peña por suspeitas de lesão de confiança e administração em proveito próprio. A investigação apura, segundo os promotores, possível influência na destinação e na manutenção de recursos públicos e previdenciários no Ueno Bank.
A acusação sustenta que o então presidente teria mantido vínculos econômicos e societários com o grupo empresarial ligado à instituição. As suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça no curso do processo.
A defesa de Peña nega irregularidades. O advogado Ricardo Preda afirmou que o ex-presidente não representa risco de fuga ou de interferência na investigação e que ele não participou das operações do banco.
Impeachment ocorreu um dia antes da prisão
Peña foi afastado da Presidência pelo Senado paraguaio na sexta-feira (6), em um processo de impeachment por mau desempenho das funções. A votação foi unânime entre os senadores presentes, conforme comunicado oficial da Casa.
Após a destituição, Pedro Alliana tomou posse para concluir o mandato presidencial, previsto até 2028.
Banco entrou em processo de resolução
O caso ocorre após o Banco Central do Paraguai iniciar, em 2 de novembro, o procedimento de resolução do Ueno Bank. O Poder Judiciário informou que a medida foi adotada pela autoridade monetária com base na legislação do sistema financeiro.
A apuração criminal sobre Peña corre paralelamente ao processo de resolução da instituição. O ex-presidente poderá apresentar sua defesa nas próximas etapas judiciais.
